Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

O Capuchinho Vermelho de Charles Perrault










"O Capuchinho Vermelho despe-se, e vai-se meter na cama, onde ficou muito espantada ao ver como era a avó, assim despida. E disse-lhe: «Minha avó, que grande braços tendes!» «É para te abraçar melhor minha filha!» (...) «Minha avó, que grandes dentes tendes!» «É para te comer!» E, ao dizer estas palavras, o Lobo mau lançou-se sobre o Capuchinho Vermelho e comeu-a."

By Charles Perrault


Já comprei!!!!

Há quase um ano que andava à procura de um livro que contivesse os verdadeiros contos populares de Charles Perrault.

Procurei-o durante meses, e esta sexta-feira, enquanto procurava os livros Frankenstein de Mary Shelly e As Aventuras de Sherlock Holmes de Conan Doyle, deparei-me com estes pelos contos de Perrault! É claro que nem pensei duas vezes! Deixei os outros livros para trás e levei este!


É lindoooo!!!

Mais do que isto não conto... não quero ser desmancha-prazeres (caso alguém leia isto um dia).


Fica este pequeno excerto para aguçar a curiosidade!

=D

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Voltas e (Re)Voltas

















"Parece que foi ontem... mas já passou um ano e meio."


É verdade... neste preciso momento
encontro-me nada mais nada menos que a meio da minha vida académica.

Ao reler as publicações anteriores, vejo, e comprovo, que muitas das minhas expectativas de sempre se dissiparam completamente...


Desde já, começando pelo curso: uma completa desilusão.
Mesmo assim não pretendo desistir. já que vou a meio, e nem sou péssima aluna (até agora tenho passado a tudo com uma média razoável), pretendo terminar a licenciatura... depois logo se vê o que o futuro dirá. Talvez até opte por tirar um outro curso. "Uma etapa de cada vez."

Outra coisa que mudou na minha vida, foi aquela bela ideia de fazer Erasmus em Madrid.
Não! Eu não desisti do Erasmus! Isso nunca! Mas infelizmente a minha faculdade não tem nenhuma espécie de contrato de Erasmus com nenhuma universidade de Madrid.
Pensei noutras opções, apresentando-se-me Londres como a mais viável e benéfica para a minha aprendizagem... mas quando me fui inscrever em Erasmus, o acordo com a única universidade inglesa onde eu podia ir já tinha expirado.
Depois estive algumas semanas a pensar: Toledo... Paris... Riga... Aiii!!! À última da hora optei por colocar Milão como primeira opção, e lá entrei!

=D


Neste preciso momento faltam 20 dias e umas poucas horas para eu finalmente viajar nesta aventura que eu espero há mais de 6 anos... tanto esperei que agora estou numa pilha de nervos!!!


Viajar assim para um país estrangeiro, onde apenas conheço a língua através de telenovelas da Globo e de filmes como "A Vida é Bela", onde a cultura conheci pelos livros de história, comida congelada, cadeias de fast-food e idas à Gelataria Santini, e onde sei que não tenho mesmo nenhum membro da família a residir por aqueles lados (apesar de pelo menos 2 dos meus muitíssimos primos terem ascendência italiana), creio que será "un più" complicado para mim, apesar de sempre garantir que facilmente me adapto a novas culturas.


Será que este cambio me modificará muito?

Se assim for, espero que seja para melhor!

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Nova Etapa



Aqui estou eu, mais uma vez a escrever... será este o meu memorial? Quem sabe?



Não tenho o costume de escrever em diários... Já tentei adquirir esse costume, mas não consegui! Agora a ver se de vez em quando venho aqui deixar algumas memórias, já que a minha vai de mal a pior... Será pura distracção, ou Alzheimer precoce? (Ahahah! Lá está aparecer a minha veia de "hipocondríaca"!! xD!)




Para começar, estas férias foram super normais: mês de Junho e Julho e inícios de Agosto aqui pela capital, finais de Agosto pela adorada "santa-terrinha", borgas com os amigos (quase tudo estrangeiro), e inícios de Setembro por Madrid! =D




Bem... tirando as férias... ENTREI NA FACULDADE!!!!!!




xD!




Pois é... entrei na primeira fase, logo para a minha primeira opção! A notícia foi tãoo "bombástica" que ligaram-me de propósito para Madrid (durante a 1ª larga de touros que assisti sem ser em Alcañices)!




Fiquei mesmo contente! Ainda mais quando soube que de todos aqueles que concorreram para a minha faculdade e para o meu curso, apenas 39% conseguiram entrar!




Após a minha entrada na faculdade, o momento mais marcante foram as praxes: SIM! Aquele bicho-de-sete-cabeças que toda a gente fala horrores, mas quase todos entram!



No primeiro dia de praxes levei comigo uma amiga minha de Madrid... A rapariga ficou HORRORIZADA! Disse que Portugal estava completamente fora de questão para Erasmus, e acredito que num futuro muito próximo, não haverá muita gente do curso da Administração de Empresas e Direito em Madrid a vir de Erasmus a Portugal...



Voltando ao assunto das praxes, estas não foram lá muito como eu esperava... tinha a ideia k envolvessem ovos, farinha, muita água, muita porcaria... mas pelos vistos não...


Houve também momentos duros e momentos divertidos.... Nos duros posso afirmar que a quantidade de gradadas, inundações, pega-monstros e "ri-me, fodi-me" foram demasiado exageradas... tão exageradas ao ponto de ainda hoje sentir dores horríveis nas articulações, que antes das praxes nunca me tinham dado muito trabalho...


De bom, posso destacar alguns momentos divertidos, como o baptismo na fonte da Nações no Parque das Nações (aguinha verde lindinha), e a ida à Baixa de Lisboa, a pedir "esmola"... De certa forma até fez-me pensar que devia ter seguido línguas em vez de educação... mas ainda vou a tempo! =D



Em termos de aulas... o ensino superior não tem nada a ver com o secundário!!! Dá cá uma trabalheira... Trabalhos para aqui, testes para ali... uff... estou mesmo a precisar de férias!!



Felizmente há sempre os alunos de música, que de vez e quando tocam uma musiquinha que dá bem para relaxar! =D



E por falar em música: TENHO UM TECLADO!!!!! =D


É o meu "bebezinho"!!! Lindo, lindo, lindo! Vem com pautas incorporadas e tudo! Mas até agora ainda só tive tempo para aprender o "Para Elisa"... mas ainda quero aprender muito mais! "Balada Para Adelina", "River Flows In You", "Kiss The Rain", e muitas outras! Mas o que os meus pais querem mesmo que eu aprenda é as musiquinhas pimbas para animar as festinhas das aldeias deles... =(



Bem... acho que é tudo... a ver se tenho mais tempo e mais inspiração... a ver se escrevo mais aqui para que ninguém se dê ao trabalho de ler isto!



xD!


Sábado, 1 de Agosto de 2009

Recordando a Mensagem de 20 de Março..


Pois é... acho que vou deixar o resumo do filme para outro dia...

Hoje tive a rever um bocadinho daquilo que andei a colocar no meu blogue, e reparei que algumas coisas mudaram.

Para começar, as minhas dúvidas sobre como ir para a faculdade.
Durante estes meses andei a pensar... e muito, e decidi que o ideal é por enquanto ficar em Lisboa, para o ano ir de Erasmus, e caso me adapte bem à Complutense de Madrid, peço a minha transferência para lá... caso os meus planos não corram tão bem, sempre tenho a opção de Lisboa. E fica tudo na paz dos deuses, escuso de estar a perder um ano, visto que para entrar em Espanha os portugueses têm que perder um ano, e ninguém se chateia!

Agora em relação à questão dos exames nacionais... até que nem correram mal... para mim!

Bem que dizia que era um "zero-à-esquerda" a português, mas lá consegui safar-me com um 15, o que foi bastante bom, porque a média nacional rondou pelos 11 valores...

Em relação a MACS (Matemática Aplicada às Ciências Sociais), fiquei bastante surpreendida, porque não estava nada confiante, achei o exame demasiado dificíl para o meu gosto, houve exercícios que nem consegui fazer, e mesmo assim consegui ter 15 e manter o meu 15 de nota final! Nada mal!

Em relação a história... essa foi a pior nora, mas mesmo assim estive a cima da média nacional, o que já é bom...

Espanhol... essa nota ainda foi a que me desiludiu mais, a que me deixou mais frustrada! Foi tão fácil o exame, mas mesmo tãããooo fácil, que eu andava toda convencida que ia ter 20! Que só não rebentava com a escala porque não podia! Não é que eu fui tirar a porcaria de um 19? É estúpido estar a dizer isto, para muitos não faz sentido, mas para mim faz, porque uma vez na vida eu queria tirar um 20 que não fosse a TIC, ou a Matemática, ou a Teatro! Queria mostrar que era mesmo boa!

A ver se tenho agora essa oportunidade na faculdade... disciplinas como música e teatro, não vou tolerar tirar menos do que 15... isto também para ser modesta, porque 15 a uma disciplina à qual se tem gosto, não é muito…

Quando acabar o primeiro semestre, a ver se me lembro de vir cá "reflectir"...


Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Meu Caro Ibérico José Saramago


Ontem fui convidada para assistir à estreia de uma curta-metragem sobre uma história infantil de José Saramago.

Era suposto estar lá o autor, e eu, já toda emocionada por vir a conhecer um homem já quase centenário e que faz parte da história de Portugal, acabei por apanhar uma grande desilusão. Pelos vistos o General Spinola continua a ser a única personagem realmente histórica com quem eu já tive contacto, tirando alguns políticos que de vez em quando decidem aparecer pela rua a dar ar da sua graça, e tirando também grandes actores como Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz, com quem tive quase o mesmo privilégio que com o Spinola, pois apenas o Spinola sorriu para mim…

Bem, como eu ia dizendo, fui ver curta-metragem “A Maior Flor do Mundo”… A meu entender, a moral da história é que o amor das crianças faz com que tudo sobreviva e cresça… isto porque se não fosse a criança protagonista da história, o raio da flor ficava de tamanho normal, e morria à seca… Isto muito resumidamente, é claro.

Mesmo assim, o que me marcou nessa curta não foi a moral da história, mas sim uma frase que se encontrava no final, e por casualidade em português, já que todas as legendas e sinais que apareciam na curta estavam em galego: “E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”.

Pelos vistos, um senhor que se lembra de escrever algumas obras sem pontuação, dar vários defeitos físicos e psicológicos aos seus heróis (sim, porque Baltazar era um assassino maneta) e que se lembra de inventar intrigas sobre a família real portuguesa (ex: uma rainha em vez de desejar seu rei deseja seu cunhado; um soldado que tem uma paixão por uma das infantas mais feias que algum pintor retratou), de vez em quando lembra-se de algo com sentido!

No inicio d’ “A Maior Flor do Mundo”, Saramago diz: “As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças, sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas. Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena.”

Da minha parte, apenas tenho a dizer que Saramago tem bastante jeito para histórias infantis… mais do que para adultos… mas quem sou eu pare reclamar, eu que apenas li o “Memorial do Convento” e um dia vi o filme “A Jangada de Pedra”?

Bem… por hoje é tudo… a ver um dia destes me lembro de contar como foi a longa-metragem que se seguiu a esta curta. Os meus parabéns a quem se lembrou de colocar 1 curta-metragem antes de uma longa-metragem: A ARTE NÃO DEVE MORRER!

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

E agora?

Já há muito tempo que não escrevo...
Hoje também não me vou extender muito...

Estes ultimos dias de aulas têm sido de loucos... apesar de não demonstrar, quarquer dia tou a dar em doida... (aliás... um primo meu que tem mais de um ano e meio chama-me doida... xD!... mas isso é porque lhe custa dizer Andreia... e eu tive a rica ideia de lhe ensinar a música das galinhas... agora passei a ser a doida... =S).

Bem... histórias à parte, e por falar em História, na penultima aula, nesta útima quarta-feira, o meu stôr de história leu-nos (a mim e à minha turma), uma conclusão linda de um livro... deixa muito que pensar...


"- Voltarei a vê-los? - perguntou com esperança. Mas, antes que alguém pudesse responder, recordou-se:

- Eu sei - disse, lembrando as palavras de despedida de Doliy. - «Aqueles que levamos no nosso coração estão sempre por perto».

Extático, Doc retirou o banjo e o chapéu de palha da sua mala preta e colocou o chapéu na cabeça. Começou a tocar e a cantar:

À medida que viajas para perto e para longe,
Não interessa onde estejas,
Lembra-te que o teu coração sempre soube:
Que os contos de fadas podem realmente tornar-se realidade.

Um coro de vozes jubilosas juntou-se-lhe. A princesa ouviu por momentos, depois voltou a abraçar rapidamente Doc e a feiticeira. Pegou no saco axadrezado e olhou, com ternura, para o simpático grupo que estava perante ela. Queria fixar aquele momento, exactamente como todos eram e como ela se sentia.

- Continua a tocar a música - disse numa voz tão melodiosa como a canção mais suave jamais cantada.

- Continuar a tocar a música é agora inteiramente contigo, princesa - respondeu Doc, abrindo as asas bem alto de forma a cobrirem-na. - Vai e vive a tua maior verdade, princesa.

- Vou - replicou ela, com convicção, com o belo círculo de luz à sua volta brilhando mais do que nunca.

Voltou-se e afastou-se do cume da montanha, crescendo a cada passo a sua excitação pela maravilhosa vida nova que ia começar. Porém, uma réstia de tristeza continuava a prendê-la. Sem saber se ou quando voltaria a ver os seus queridos amigos, parou e voltou-se para acenar um último adeus.

Para seu espanto, tudo e todos tinham desaparecido!

O Templo, Doc, a feiticeira e os pássaros - todos tinham desaparecido! Como podia ser? Esfregou os olhos, incrédula, e olhou de novo. Não havia nada.

Inspirou de forma profunda e relaxante uma vez, depois outra. Pouco a pouco, tomou consciência de um murmúrio distante e familiar, ecoando suavemente de um cume da montanha para outro. Ouviu com atenção.

- Acredita... acredita... acredita... - dizia o murmúrio. Naquele mesmo momento, muito debilmente, começou a soar uma nova interpretação da canção de Doc «Os Contos de Fadas Podem mesmo Tornar-se Realidade». Primeiro, a princesa ficou perplexa. Passou algum tempo. Depois, como um raio, compreendeu. A música vinha do seu íntimo!

Com um sorriso nos lábios, energia no andar e uma canção no coração, começou a descer para um esplendoroso pôr-do-sol de mil cores. "

adaptado das duas últimas páginas de
A princesa que acreditava em Fadas, de Marcia Grad, Ed. Presença


Lindo, não é?

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

A Desinspiração Leva-me À Inspiração...


É verdade... hoje não me sinto nada inspirada... Não se pode pedir tudo de uma pessoa todos os dias!
Como é que eu deito cá para fora o meu interior, se nem todos os dias estou disponível para tal?
Por exemplo: hoje decidi "navegar" por alguns blogues e amigos, conhecidos e de desconhecidos, e o que é que me deparei? Ou falam sobre sentimentos que não são seus, ou publicações de alguém, ou parvoíces que não têm piada nenhuma (ai se ele vê isto...), e quando falam dos seus sentimentos, são sobre os sentimentos que têm para com outro, não aquilo que eles sentem mesmo para com sigo próprios, ou aquilo que se passa verdadeiramente com eles, mas falam principalmente "deles com os outros". Será que não e nosso direito, pelo menos uma vez na vida, falarmos sobre nós próprios, aquilo que queremos, aquilo que é melhor para nós, aquilo que sentimos, fazermos o nosso próprio mundo? Se não utilizamos um blogue (ou uma espécie diário) para reflectirmos sobre a nossa existência, quando é que o podemos fazer?
Vistas bem as coisas, se calhar aqui o "bicho-raro" sou eu, por fazer disto o meu mundo, do qual eu sou o centro, e apenas aparecem alguns personagens que se interferem no meu caminho. Para quê ocupar o meu tempo pensando noutra(s) pessoa(s), que no final de contas não são tão importantes para a nossa felicidade?
As pessoas vêm e vão, e no final só ficamos nós. Para quê nos prendermos em especial um ideal de vida, sem pensarmos em nós, se no final apenas só resta a pessoa em si?